• Professor Alexander Lima

Educação e tecnologia na formação dos profissionais de contabilidade



Turma de MBA do Centro Universitário Celso Lisboa. Módulo de Contabilidade Financeira, segundo semestre de 2018.

O principal problema nos espaços de aprendizagem tradicionais é que a metodologia de ensino com a qual muitos de nós fomos formados não complementa, com eficácia, a aprendizagem do estudante. A tecnologia, ator principal das grandes mudanças no mundo moderno, deve ser encarada como aliado no processo de aprendizagem. 

A sala de aula convencional apresenta-se como um ambiente limitado onde a troca de conhecimento se dá apenas por uma fonte, o professor. A interação é mínima entre os estudantes e há grande dispersão, fazendo com que o processo não seja atraente. Essa falta de atração se dá, sobretudo, pela grande distância existente entre àquilo que é transmitido por uma única via e o “saber fazer”, ou seja, a aplicação prática do conhecimento. É necessário promover o desenvolvimento das competências a partir do exercício não somente da troca de saberes, mas também do desenvolvimento das habilidades e atitudes. O mercado de trabalho aposta em quem “sabe fazer”, e não em quem conhece, mas não sabe aplicar. As tecnologias digitais estão presentes a todo momento no cotidiano das pessoas. Nos dias atuais é comum vermos, diariamente, cenas que eram retratadas nos filmes de ficção científica de anos atrás. A rotina das pessoas mudou por conta das tecnologias. Mudou a forma de fazer transações bancárias, de se comunicar, de assistir TV e chegou a hora de trazermos essa revolução para as salas de aula. A razão principal pela qual deve-se implementar mudanças na forma de se aprender, sobretudo com a utilização de tecnologias digitais, está numa constatação bem simples: o perfil dos profissionais mudou em função da tecnologia. Como colocar no mercado profissionais moldados por uma realidade que já não existe mais? A educação ganhou novos desafios, e o maior deles é formar profissionais cuja atuação foi totalmente reformulada com a era do conhecimento. O contador ganhou novas atribuições e precisa desenvolver novas habilidades, assim, o meio que o envolve na profissão deve ser também o ambiente da sua aprendizagem. Não é registrar apenas as rotinas e as práticas da profissão, é preciso, também, estimular o raciocínio profissional e usar a mesma versatilidade que a tecnologia nos oferece para formar esse estudante/profissional. Uma sala de aula inovadora, com recursos tecnológicos, como estações de trabalho, que possam ser utilizadas individualmente ou em grupo, onde haja troca de conhecimentos, experiências, construção colaborativa da aprendizagem, mediada por um profissional de educação que estimule e conduza esse processo, simulando situações reais da vida profissional, certamente oferecerá maior eficácia e eficiência na formação dos estudantes. A tecnologia, portanto, pode ajudar a nos aproximar dos ambientes reais das profissões por meio de suas ferramentas, como simuladores, sistemas integrados e games. A maneira de fazer o estudante aprender precisa ganhar nova forma, a sala de aula precisa estar inserida em um ecossistema que desperte o interesse, o trabalho colaborativo e desafie os estudantes. A tecnologia é o principal desses meios, e o professor precisa assumir status de mediador, facilitador e curador de informações. Um educador de fato!

Professor Alexander Lima

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