• Professor Alexander Lima

Contador: O “mal necessário” das organizações. Será?


Empreender no Brasil não é tarefa fácil.


Primeiro é preciso coragem para apostar todas as suas fichas em um negócio. Finalmente quando surge essa coragem aparecem as dúvidas!


O que eu preciso para ter sucesso no meu negócio? Como posso acompanhar o resultado das minhas vendas? Será que estou tendo lucro? Ter dinheiro em caixa é suficiente para atestar o sucesso do meu negócio? Tenho lucro, mas não tenho dinheiro disponível... como pode isso? E agora? Quem pode me ajudar?


Essas são apenas algumas das dúvidas que pairam sobre a cabeça de um empreendedor. Mas tem outras... vejam só:


Qual burocracia preciso atender para abrir meu negócio? Quais os tributos que tenho que pagar sobre meu faturamento? E sobre meu lucro? Como e quem faz tudo isso? Guia disso guia daquilo, Fazenda Municipal, Fazenda Estadual, Receita Federal!!!


Vamos terminar como a mesma pergunta: Quem pode me ajudar?


Para este segundo “bloco” de perguntas a resposta parece mais fácil: O CONTADOR! Afinal tudo que demanda pagamento, chatice, burocracia e más notícias em geral é com ele!


Fazer a “contabilidade” de uma empresa é o mínimo que um escritório contábil pode fazer pelo seu cliente. Sim, o mínimo! E não se chateie se você que está lendo este artigo é contador e acha que faz muito por seu cliente. Você pode fazer MUITO mais!


Lembra do primeiro bloco de perguntas? Àquelas sobre o resultado e gestão do negócio? É contigo também, meu caro! E seu cliente precisa saber disso!


Será que você faria seu cliente mais satisfeito se além de cumprir com todas as formalidades e exigências pudesse, também, orientá-lo quanto aos resultados de seu negócio?


Por exemplo: Será que seu cliente teria curiosidade de saber a quantidade mínima a ser vendida para pagar a estrutura de gastos da empresa? Será que ele está atribuindo o melhor preço ao seu produto? Será que uma gestão eficiente de custos e despesas pode ajudar? Que tal projetar cenários? Seria interessante ele ter a noção da capacidade que ele tem instalada e quanto ele pode faturar? E o melhor de tudo: Será que ele ficaria satisfeito se pudesse mitigar os efeitos dos tributos em seu negócio com práticas lícitas? Eu penso que SIM!


Esse terceiro bloco de perguntas “responde” ao primeiro! A contabilidade é muito mais que um “mal necessário”! Ela é viva, ela é consultiva, ela é estratégica! Você CONTADOR é consultor e conselheiro, contigo estão as respostas do “que fazer” e de “como fazer”!

As organizações são como uma pessoa (e de fato é), que vive, se modifica, cresce (ou não) - algumas engrossam a estatística da “mortalidade infantil” - e as que crescem e entram na “adolescência” passam por uma “crise de maturidade”: muitas dúvidas, muitas informações... É preciso coletar os “exames” desse menino (balanço patrimonial, demonstração de resultados, fluxo de caixa, relatórios gerenciais) e levar para que um médico (contador) possa fazer sua análise e dar seu parecer. Às vezes remédios amenizam sintomas, mas não curam...


Vamos inspirar a classe contábil a assumir de vez seu verdadeiro papel! Verdadeiros operadores da ciência da riqueza!

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