• Professor Alexander Lima

Como surgiram os simuladores como ferramenta de aprendizado?


Já ouviu falar sobre simuladores de negócios? Certamente sim...


No entanto, muito se ouvia, mas pouco de conhecia sobre objetos cuja conceituação e distinção eram de difícil compreensão, até mesmo para aqueles que integram esse meio de forma mais intensa.


Vicenzi (2009) relata que os grandes impulsionadores da adoção e desenvolvimento de simulações foram os jogos de guerra e aviação.


Bernard (2006) remete ao uso de jogos de estratégia e de educação há milhares de anos, como simulações estratégicas de guerra realizadas na China em 3.000 a.C.


Após o fim da segunda guerra, muitos militares americanos migram para cargos de gestão na iniciativa privada, levando várias práticas relativas as simulações para o meio empresarial. Ainda segundo Bernard (2006), o primeiro jogo de empresas surgiu em 1956, o Top Management Decision Game. No ano seguinte surge o Bussiness Management Game, ambos desenvolvidos por empresas norte americanas. Em 1957 registra-se a primeira utilização do método em meio acadêmico, na Universidade de Washington.


O estudo de Faria (2008) indica que 94,5 % das universidades americanas adotavam simuladores de negócios em algum de seus cursos a partir dos anos 1970. Esses indicadores ratificam a ampla aceitação e efetividade dessa abordagem pedagógica em cursos superiores ou de pós-graduação nos Estados Unidos, não se restringindo apenas a formação dos estudantes, mas avança para o treinamento em empresas e competições.


No Brasil, a utilização de simuladores se iniciou no anos 1960, porém, de forma muito restrita, por não haver simuladores em português, gerando resistência ao uso dessa ferramenta. A partir dos anos 1990 começa a ser desenvolvidos simuladores em português em maior escala, e os programas em inglês passam a ser mais aceitos, em função da necessidade do idioma para profissionais da área de negócios.


O aproveitamento de simuladores em universidades e faculdades se inicia como complemento a disciplinas regulares, e tempos depois associando-se a uma disciplina especifica, nominada como jogos de negócios ou simulação gerencial.


Em 2017, uma renomada instituição de ensino superior no Rio de Janeiro ousou utilizar o sistema de simulação de negócios como única ferramenta tecnológica durante todo um semestre letivo, em substituição as disciplinas regulares e abordagem segmentada dos temas.

O aproveitamento do software de simulação de negócios como elemento principal durante todo um semestre, onde distintas áreas do conhecimento precisariam ser abordadas, demandou a criação de uma estratégia própria, onde a construção do conhecimento se daria pela prática, a partir da tomada de decisão dos estudantes e suas consequências.


A experiência bem sucedida gerou o produto tecnológico <e-book> INTERAÇÃO ENTRE EDUCADOR E EDUCANDO: PROPORCIONANDO UMA APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA, COLABORATIVA E CONECTADA NO ENSINO SUPERIOR EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS, disponível para download.



Se quiser saber mais como foi essa experiência, fala com a gente!

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