• Professor Alexander Lima

Como escolher o melhor meio de pagamento? débito, crédito, pré-pago...


Os meios de pagamento estão cada vez mais modernos e simplificados; quase não utilizamos mais o "dinheiro vivo" para pagar nossas compras. Preferimos um cartão, praticamente para tudo!

Assim, ao pagar suas compras com um cartão, o atendente imediatamente faz a pergunta: débito ou crédito? A resposta remete a maneira como o valor desta compra será pago pelo usuário. Na primeira opção o pagamento é realizado diretamente com os recursos de sua conta corrente. Na segunda opção o pagamento será feito no futuro, numa fatura onde estão consolidadas todas as compras feitas nesta modalidade.

O cartão de crédito pré-pago não é uma terceira opção, funciona na modalidade de crédito, no entanto há uma diferença bastante significativa: O pagamento das suas compras é feito antes, numa espécie de recarga, de maneira que seu “limite” para compras é o valor carregado previamente, ou seja, não há fatura posterior.

A palavra “crédito” dos cartões de crédito pré-pagos serve apenas para designar a modalidade da operação por parte dos vendedores, visto que na realidade o pagamento, por parte do comprador, é antecipado.

Outra característica dos cartões de crédito pré-pagos é que para se obter um, não é necessário estar vinculado a uma conta corrente bancária, o que universaliza seu acesso. Lembre-se também, que por estar enquadrado na modalidade de cartão de crédito, sua aceitação para compras online é maior que os cartões de débito tradicionais.

E na hora de controlar o orçamento doméstico? Qual forma de pagamento, ou cartão utilizar?

De uma forma geral as pessoas cometem um erro comum ao planejar seu orçamento doméstico. Primeiro levantam seus gastos, para depois medir seus ganhos. A lógica correta seria o inverso: precisamos levantar antes nossos ganhos, receitas, disponibilidades de dinheiro em geral para em seguida vermos o quanto podemos gastar.

Nesta lógica, o cartão de crédito pré-pago pode ajudar bastante, pois limitamos, de forma antecipada, o quanto pode-se gastar naquele período, sem surpresas, com mais conforto e conveniência.

Já no cartão de crédito tradicional, embora também tenhamos um limite pré-definido pela operadora, o pagamento à posterior pode nos induzir a pagamentos parciais, mínimos, o que nos pode fazer cair na armadilha dos juros rotativos, sempre altos, ou seja, acabamos pagando muito mais do que consumimos.

Quanto ao cartão de débito tradicional, vinculado a nossa conta corrente, temos a vantagem de pagar com o dinheiro que já temos, porém é possível, também, gastar mais do que podemos, e ainda, contas com limite de cheque especial podem ser utilizadas na modalidade de compras a débito, ou seja, começamos a pagar com um dinheiro que já não temos mais, comprometendo o salário futuro, e o que é pior, com juros altíssimos.

Todas as formas de pagamento são válidas e possuem conveniências diferentes, cabe ao usuário identificar o seu “perfil gastador” para fazer sua opção. Cartão de crédito tradicional é ótimo para aqueles que são organizados no sentido de estar sempre acompanhando o valor da sua fatura, de maneira que consigam fazer seu pagamento integral. Nos dias atuais os aplicativos bancários ajudam bastante neste sentido.

O mesmo se aplica ao cartão de débito tradicional. A palavra mágica é controle, acompanhamento. A armadilha do cheque especial deve ser evitada.

O cartão de crédito pré-pago talvez seja uma ótima opção para àqueles que queiram impor limites aos impulsos. Uma vez atingido o valor dos créditos, somente pode-se voltar a comprar após uma nova recarga, assim o controle é maior.

É comum as pessoas utilizarem várias opções de cartão e modalidades de uso. Neste caso a recomendação é planilhar esses gastos, fazer consultas constantes aos aplicativos e principalmente, manter os recibos para eventuais conferências. No mundo das finanças pessoais é preciso controle para evitar surpresas!